Finalmente, foi confirmada a estreia do filme sobre a vida de Aristides Sousa Mendes, a 8 de Novembro. Há muito tempo que tenho lutado pela reabilitação de memória e, também, da casa deste "Homem Justo". Por vezes parece ser uma tarefa inglória, no entanto, é necessário fazê-lo. E, como escreveu Manuel Antunes, «é necessário fazê-lo porque necessitamos, quanto depende de todos e de cada um, dominar o nosso tempo. Dominar e não ser dominado, sucumbindo cobarde ou desesperadamente, ao peso do que possa surgir como fatalidade irremediável. Mas para dominar é preciso conhecer, tomar consciência» ("Do Espírito e do Tempo", Ática, 1960, p. 14).
Em Junho de 1998, escrevi um artigo para o Boletim da Amnistia Internacional, procurando apelar para a reabilitação da memória de Aristides Sousa Mendes, especialmente pelo Parlamento e Ministério dos Negócios Estrangeiros. Entretanto, mais artigos foram escritos e, inclusivamente, livros e biografias bastante interessantes. O assunto parece não ter caído no esquecimento. Até mesmo o pequeno livro de poesia, "Poemas do Rio Azul" (Edições Vieira da Silva) que publiquei este ano tem, na capa, uma fotografia (da autoria da Ruin'Arte e, inclusivamente direitos da Fundação Aristides Sousa Mendes) da casa que outrora pertenceu a este grande homem, em Cabanas do Viriato.
Faço votos que, na comemoração dos 15 anos da publicação deste artigo, a casa tenha sido reabilitada. Já muito foi feito, com a boa vontade de muita gente e o trabalho não vai parar...

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