quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Aristides Sousa Mendes

Finalmente, foi confirmada a estreia do filme sobre a vida de Aristides Sousa Mendes, a 8 de Novembro. Há muito tempo que tenho lutado pela reabilitação de memória e, também, da casa deste "Homem Justo". Por vezes parece ser uma tarefa inglória, no entanto, é necessário fazê-lo. E, como escreveu Manuel Antunes, «é necessário fazê-lo porque necessitamos, quanto depende de todos e de cada um, dominar o nosso tempo. Dominar e não ser dominado, sucumbindo cobarde ou desesperadamente, ao peso do que possa surgir como fatalidade irremediável. Mas para dominar é preciso conhecer, tomar consciência» ("Do Espírito e do Tempo", Ática, 1960, p. 14).
Em Junho de 1998, escrevi um artigo para o Boletim da Amnistia Internacional, procurando apelar para a reabilitação da memória de Aristides Sousa Mendes, especialmente pelo Parlamento e Ministério dos Negócios Estrangeiros. Entretanto, mais artigos foram escritos e, inclusivamente, livros e biografias bastante interessantes. O assunto parece não ter caído no esquecimento. Até mesmo o pequeno livro de poesia, "Poemas do Rio Azul" (Edições Vieira da Silva) que publiquei este ano tem, na capa, uma fotografia (da autoria da Ruin'Arte e, inclusivamente direitos da Fundação Aristides Sousa Mendes) da casa que outrora pertenceu a este grande homem, em Cabanas do Viriato.
Faço votos que, na comemoração dos 15 anos da publicação deste artigo, a casa tenha sido reabilitada. Já muito foi feito, com a boa vontade de muita gente e o trabalho não vai parar...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Aconselhamento

Filosofia é, como o nome indica, "amor à sabedoria". E a sabedoria da filosofia não é apenas um saber teórico: é também conhecimento prático, que pode servir como ensinamento útil a todo aquele que procura tomar uma decisão acertada para o rumo da sua vida.
Tendo frequentado a licenciatura de filosofia (e ramo educacional), dado aulas de filosofia e de psicologia e habilitação enquanto formador e conselheiro ético e filosófico, pretendo conferir aplicabilidade prática ao fecundo campo da filosofia, seguindo também os conselhos que foram sendo enunciados por pensadores ao longo de mais de 25 séculos de filosofia.
Tales de Mileto, o primeiro filósofo ocidental de que se tem notícia, quando perguntado acerca do que era difícil, respondeu: «Conhecer a si próprio» e quando perguntado acerca do que era fácil, respondeu: «Dar conselhos».
Nesta medida, o conselheiro filosófico tem para si uma tarefa aparentemente simples, de «dar conselhos», mas na realidade bastante difícil, se considerarmos que irá constituir-se como facilitador do cliente na sua busca por auto-conhecimento.